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… sempre mamífera.

5 boas (ou não) razões para ter um parto em casa

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Conversar sobre o tema ‘local de parto’ com gente com discurso mainstrean é quase um teste de paciência. São praticamente infinitas as justificativas esdrúxulas para a suposta necessidade de estar em um ambiente hospitalar para parir um bebê, e quando a gente pensa que uma gestante saudável, de baixo risco, que tenha vivenciado uma gestação sem intercorrências, não precisa de nada para parir a não ser de sua própria força e confiança na natureza, além da companhia de quem a faça sentir-se segura e acolhida, chega a dar uma preguiça de ouvir tanta bobagem sem fundamento, tanto achismo que não se baseia em fatos, tampouco em evidências.

Mas como em Roma deve-se fazer como os Romanos, eu também resolvi entrar nessa dança e contar pra vocês cinco razões curiosas que me fizeram querer um parto em casa:

  1. A preguiça: eu DETESTO fazer mala, em qualquer situação – imagine então ter que fazer de uma vez só duas malas para levar para a maternidade, uma para mim, outra para o bebê. E acrescente aí a logística de DESFAZER a mala, que é ainda mais chato do que fazer (eu poderia aproveitar essa como a justificativa esdrúxula número dois, mas vou ser uma boa menina e deixar passar);
  2. O trajeto: eu sou espaçosa pra burro, e fazer um trajeto – mais ou menos demorado, a depender das condições do trânsito, em geral nada amigáveis em uma cidade como São Paulo – dentro de um carro em franco trabalho de parto, com contrações regulares e intensas, sem poder caminhar, me movimentar ou procurar uma posição mais confortável, equivale para mim aos métodos mais avançados de tortura.
  3. O despudor: eu justifico como herança da avó índia, mas a verdade é que eu chego em casa e já vou arrancando logo tudo quanto é roupa, e gosto de ficar à vontade no meu canto – isso cotidianamente, imaginem então em trabalho de parto, querendo toda a liberdade possível e um pouco mais? E se é pra ficar bem à vontade, como veio ao mundo, quer melhor lugar do que a casa da gente?
  4. A gula: sim, eu gosto de comer, e gosto muito. E trabalho de parto, e a necessidade calórica para encarar a maratona de contrações, forças e tudo mais, é a desculpa perfeita para comer coisinhas gostosas antes, durante e depois. No parto da Chiara, o cardápio incluiu sorvete de chocolate belga, muita água de coco fresquinha e pizza! Em que hospital eu teria um serviço desses, assim de primeira?
  5. O escândalo: em condições normais eu já sou bem desbocada, e digo um palavrão a cada meia dúzia de palavras. Com contrações de três em três minutos, a coisa não fica nada bonita, acreditem. E o volume também não é nada civilizado. Melhor ficar longe da zona silenciosa de um hospital, não é mesmo?

E você, que razões curiosas ou engraçadas teve ou teria para escolher parir em casa?

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9 comentários em “5 boas (ou não) razões para ter um parto em casa

  1. mafe
    21 de novembro de 2014

    Meu maior motivo: nao me separar da minha filha mais velha. Ela viu tudo e hoje conta emocionada pra todos que foi a primeira a vestir a irma. Tem preço??????

    • Natália
      24 de novembro de 2014

      Que lindo *-*

    • Marcia Melo
      26 de novembro de 2014

      A minha também…. Elas tem uma relação fenomenal!

  2. Evelin Barbosa
    25 de novembro de 2014

    Aaah vou lembrar desse texto para sempre!
    Essas são justamente as respostas que dou quando me questionam o “parir em casa”.
    Todas (raras) vezes que viajamos, ao fazer e desfazer as malas eu repito para o marido: “Tá vendo, por isso quero parir em casa, fazer mala é um saco! Sair da minha casa, do meu cheiro e da minha liberdade é um saco!”
    Sabe mais uns bons motivos?
    Você não precisa se socializar com um monte de gente que não conhece nos primeiros momentos de sua vida como mãe e da vida do bebê.
    Você pode receber a família deitada na sua cama, pelada, ainda no contato pele a pele ou amamentando e ninguém vai se importar com sua nudez.
    Você pode até mostrar para as mulheres mais novas da família o que é parir, inclusive para os outros filhos e assim criar um exército de ativistas!

  3. Dayane
    25 de novembro de 2014

    Para mim o melhor foi dormir na minha cama, agarradinha com minha filhota e meu marido… Acho que não caberíamos todos na cama do hospital!! 😉

  4. Marcia Melo
    26 de novembro de 2014

    Pari em casa duas vezes. A primeira na Alemanha quando tinha 28 anos e a Segunda no Rio de Janeiro com 40 aninhos…. Hospital é muito desconfortável, a comida costuma ser aquém do meu habitual, a cama com certeza não é confortável para abrigar toda minha família, e tem um monte de gente que nunca vi na vida que vem fazer “visitinhas” no quarto… seguramente muito incomodo

  5. Naiara da silva
    27 de novembro de 2014

    ..p. Mim seria ,o fato de não ter q sair p. Hospital :/ e outra minha cama confortável , da minha primeira gravidez meu marido coitado tece q dormir em um sofá horrível kkk , acordar em casa , café da amanhã c minha família , e um sonho ….. 🙂

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Publicado em 19 de novembro de 2014 por e marcado , , , .
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