uma vez mamífera

… sempre mamífera.

A favor da vida de quem?

barrigachiara

Um ‘desafio’ nas redes sociais convida mães a postarem fotos suas da gravidez, em uma manifestação contra o aborto. Nos textos que acompanham as fotos, uma saraivada de “a gravidez é uma experiência única”, “meus filhos são a luz da minha vida”, “enquanto há vida, há esperança”, e por aí vai.

Tenho três filhas. Vivenciei duas gestações – já que minhas filhas mais velhas são gêmeas – muito bacanas, muito curtidas, muito transformadoras. A primeira foi planejada, a segunda veio no susto. Ambas foram deliciosas.

Sou apaixonada pela maternidade – acho que é desnecessário dizê-lo para quem já acompanha o blog. Ser mãe me revolucionou em todos os sentidos possíveis, e me ensina a ser alguém melhor, todos os dias.

Mas isso tudo é a minha experiência, apenas. Não me permito usá-la como parâmetro para determinar como será, seria, deveria ou poderia ser a experiência de outra mulher. Escolhas, caminhos, vivências, são pessoais. Não cabe usar a minha régua pessoal para medir a experiência do outro.

E sim, eu sou a favor da descriminalização do aborto. A favor da legalização. Sou a favor da autonomia feminina para decidir sobre o próprio corpo, sobre a própria vida. O direito a decidir sobre o próprio corpo não é relativo, não pode ser relativo. Não em uma sociedade que se quer democrática e civilizada. Meu corpo, minhas regras. Corpo da fulana, regras da fulana. Simples assim.

Eu sonho com a maternidade desde que me entendo por gente. E sou a favor do direito ao aborto legal e seguro desde que comecei a pensar a respeito. Porque a maternidade é – ou deveria ser – uma escolha, jamais algo compulsório, muito menos uma punição. Porque métodos preventivos falham. Porque não me sinto no direito de julgar o que cada mulher deveria ter feito para se prevenir de uma gravidez indesejada. Porque coisas inesperadas acontecem. Porque o aborto do homem acontece todos os dias, debaixo dos nossos narizes, sem que os responsáveis sejam socialmente julgados por isso. Por tudo isso, mas principalmente porque o que leva uma mulher a optar por interromper uma gestação diz respeito a ela e a mais ninguém – nem a mim, nem à polícia, nem à sociedade, nem ao Estado. Não faz sentido exigir o preenchimento de formulários em cinco vias assinalando os motivos pelos quais não se quer levar adiante uma gestação. Não querer é, em si, motivo suficiente. Bem, ao menos deveria ser.

Apenas aceitemos esta realidade: mulheres abortam. Fato. Você pode até não saber, mas entre o seu círculo de conhecidas, certamente há mulheres que abortaram, pelos mais variados motivos e submetendo-se às mais variadas formas de violência e aos mais variados níveis de risco.

Sou, sim, a favor da vida – a favor da vida de cada mulher que morre em decorrência de abortos clandestinos, de cada mulher que sofre violência em situação de abortamento, de cada mulher que se vê forçada a prosseguir com uma gestação indesejada, sem convicção de que aquilo é o certo a se fazer, sem estrutura, sem apoio, sem condições físicas, financeiras e/ou psicológicas, sem coisa alguma.

Sou a favor da vida de Jandira, que morreu aos 27 anos em agosto passado, vítima das complicações de um aborto clandestino. Sou a favor da vida de Maria*, conhecida que perdeu o útero em consequência de uma tentativa de aborto mal sucedida. Sou a favor da vida de todas as Júlias, Marianas, Carlas, Cristinas e Patrícias que abortam todos os dias, pelos mais variados motivos que não me dizem respeito, porque não são meus, são delas.

A criminalização do aborto mata mulheres, todos os dias. Todos os dias. Enquanto se escolhe a melhor foto do álbum de gestante para postar ‘a favor da vida’, uma mulher morreu em decorrência da criminalização do aborto. Talvez duas. Três. Quem está contando?

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125 comentários em “A favor da vida de quem?

  1. iredLa
    11 de fevereiro de 2015

    Perfeito, perfeito, perfeito, perfeito!!!

    • ana
      14 de fevereiro de 2015

      Não concordo, o texto é bom, porém só fala das mulheres e suas razão por vezes até legítimas, porém em sua maioria por falta de dignidade, promiscuidade, sexo sem compromisso, e sem responsabilidade!
      Ninguém mencionou o direito da vida que aquele feto tem!
      Da dor que lhe vão causa, da oportunidade que esta a perder de viver. ..
      Enfim, para mim ABORTO é sinónimo de irresponsabilidade na grande maioria das vezes!
      Mas é só minha opinião.

      • Mônica
        14 de fevereiro de 2015

        Concordo plenamente com você Ana.

      • Diana
        14 de fevereiro de 2015

        Ana concordo em parte com você, com algumas ressalvas a frase “para mim ABORTO é sinónimo de irresponsabilidade na grande maioria das vezes!” – Se você não tem como provar que é a maioria, apenas é o que você acha, seu comentário perde força e credibilidade, por que “eu acho” e “na minha opinião” alimenta o preconceito e mata pessoas, essas que já estão vivas e sentem dor, não um feto.

        Também não sou do tipo “Libera o corpo é dela, fod&*” exatamente pelos mesmo motivos, a aquelas que são irresponsáveis, aborto é assunto sério, e aquelas que serão obrigadas a abortar por que o pai não quer ter a criança, por que o pai não quer que a filha tenha filho de fulano…

        Antes de LIBERAR OU PROIBIR tem que se pensar muito em todos os lados, o problema é que no momento estamos cheios de “eu acho” e “minha religião diz” e como o ótimo texto diz, não diz respeito a terceiros para acharem algo ou para colocar a religião em primeiro lugar, e sim sobre ela, a pessoa que vai ter a vida toda mudada a partir do momento que der uma resposta (sim ou não) a um aborto clandestino.

      • Debora
        14 de fevereiro de 2015

        Só que a “irresponsabilidade” (quando é irresponsabilidade, já que muitas vezes métodos contraceptivos falham) é sempre de duas pessoas. Mas apenas uma é punida, ou perdendo a própria vida num aborto clandestino ou com o risco de ir para a cadeia. Já os homens podem abortar tranquilamente os filhos, nem que seja um aborto moral (finge que não é com ele, não sabe, não viu), sem nenhuma punição. No máximo terão que pagar uma pensão alimentícia, de acordo com as possibilidades financeiras dele, não precisam criar depois a criança indesejada, sofrer problemas na carreira em razão do tempo gasto com a educação do filho e nem se preocupar se o dinheiro pago não conseguir suprir as necessidades da criança (o que os olhos não vem o coração não sente, não é assim?).

        O pior é que muitas vezes o aborto é feito por pressão do marido, companheiro, ficante, o que for, da mulher. Mas ela que arque sozinha com as consequências disso, seja risco à sua saúde (morte), ou risco à sua liberdade (prisão). Se os homens tivessem que ficar grávidos e fossem obrigados a criar os filhos que trazem ao mundo (ou ter que lidar com uma entrega para adoção de um ser que ficou 9 meses em sua barriga), aposto que as leis mudariam.

      • Alessandra
        14 de fevereiro de 2015

        É muito fácil ser pró-vida de um feto, mas e quando esse feto virar um bebê, uma criança, um adolescente, um adulto sem estrutura familiar ou social nenhuma? Quem será a favor da vida dele?

      • Dirceu
        16 de fevereiro de 2015

        Ana, concordo com seu ponto de vista. Ultimamente o movimento feminista está lutando por diversos direito às mulheres, e eu concordo com quase todos eles, exceto o aborto. Pois abortar não significa apenas dar o direito para que a mulher decida sobre o seu próprio corpo, abortar também é tirar o direito da vida de um novo ser. O movimento feminista está querendo impor a legalização do aborto guéla abaixo, mas vão se deparar com uma grande resistência na qual eu faço parte. Temos que ser críticos pra não sermos dobrados por argumentos rasos de defesa ao aborto. Temos que lutar pela vida, e quem vier com argumento de que “mulheres morrem em clínicas clandestinas” eu só respondo: Morrem porque teimam em infligir uma lei que luta pela vida.

  2. Danieli Barbara
    11 de fevereiro de 2015

    Oie!
    Cheguei aqui por um compartilhamento da Renata Montenegro e gostei muito do seu texto. Acho que ao invés de lutar contra a legalização do aborto, as pessoas deveriam lutar por 3 coisas:
    – um sistema de saúde onde a prevenção da gravidez seja acessível a todos.
    – um sistema de saúde onde a mulher grávida tenha atendimento adequado e onde a mulher que não quer continuar com a gravidez também.
    – um sistema avançado de adoção, onde uma mulher que não queira interromper a gravidez possa colocar seu filho para adoção de maneira simples e sem ser crucificada por isso.
    Ai, sim, teríamos um sistema justo para todas. O que acha?

    • Karen Negrão
      11 de fevereiro de 2015

      Oi Danieli! Do seu ponto de vista, concordo muito com o último tópico: um sistema de adoção menos burocrático e mais humano, como vemos nos EUA. Não quer o bebê? Já desde a descoberta da gravidez já escolhe um casal que vá adotar a criança, assim eles acompanham tudo.

      Sou contra o aborto por questões religiosas, e tenho minhas ideias para que isso seja uma prática desnecessária. Mas respeito a opinião de vocês e acho bem mais inteligente colocar dessa forma, do que ficar tentando fazer outras pessoas engolirem suas convicções, como muitas mulheres fazem por ai.

      • Paula G.
        13 de fevereiro de 2015

        No Brasil não é permitido escolher um casal e fazer esta entrega..mas se a gestante procurar a Vara da Infância poderá ser acompanhada e entregar seu filho para casais que estão aguardando uma adoção. Não há burocracia. Há sim a entrega legalizada. O que precisa é que esta informação seja melhor divulgada e que os profissionais dos mais variados setores (hospitais, posto de saude…) não julguem, informem e encaminhem essa mulher da forma correta.

    • Natália
      12 de fevereiro de 2015

      O sistema de prevenção nos dias atuais atende a maioria das pessoas, e mesmo assim acidentes podem acontecer. O aborto em hipótese alguma deve ser legalizado para cobrir irresponsabilidades, porém a mulher deve ter sim o direito de decidir o que é melhor pra si.

    • carmelita
      12 de fevereiro de 2015

      É isso aí Danieli Barbara, você disse tudo que eu penso.

    • Natassia
      12 de fevereiro de 2015

      Nossa eu concordo somente com o primeiro item, apartir do momento que recebemos a bençao de Deus, é o motivo unico para continuarmos com a gestaçao, compreendendo nosso Karma, que devemos aceitar para nossa vida. Não temos o direito de tirar uma vida em formação, ate porque a escolha não é nossa.

      • renata penna
        12 de fevereiro de 2015

        Natassia,

        você acredita em karma. você acredita que uma gestação é um desígnio de deus (seja lá qual for o seu). você acredita que as escolhas de vida são advindas de uma entidade superior, e não do indivíduo. são crenças pessoais, devem pautar as suas decisões. por que pautariam as decisões de alguém que não acredita em nenhuma dessas coisas?

      • Natália
        13 de fevereiro de 2015

        Acontece Nastassia que dependendo do momento em que um pessoa se encontra uma gravidez pode não ser uma benção! Imagine se uma mulher que é agredida pelo marido, e que esse mesmo provavelmente agrida o próprio filho?! Existem casos que deve ser analisados individualmente, na verdade todos eles, pois existem “karmas”, como foram citados que as crianças não deveriam vivenciar.
        Crianças essas que poderão ser polpadas de uma escolha ruim na hora na concepção, ou até mesmo um acidente, que é ainda muito possível. Porque não, uma gravidez indesejada, e digo indesejada pois acidentes ás vezes são muito bem-vindos, nunca será uma benção

    • maejuanajcs
      12 de fevereiro de 2015

      Danieli voce acha mesmo que uma mulher tem que ser obrigada a passar 9 meses de gestação para doar seu filho quando ela não quer estar gravida? isso deve ser uma experiência muito dificil e que não e a melhor opcao para todas as situações…

      • Danieli Barbara
        12 de fevereiro de 2015

        Não, Juana!
        Não foi o que eu disse.

        Releia o segundo item. “– um sistema de saúde onde a mulher grávida tenha atendimento adequado e onde a mulher que não quer continuar com a gravidez também.”

        Eu acredito que a mulher que quer interromper também tem que ter o atendimento. Sim, sou a favor da legalização do aborto. Também acho que quem não se sente confortável em interromper a gestação, mas não quer o bebê tem que ter assistência para colocar para adoção de maneira simples e sem ser crucificada pela sociedade.

        Cada um tem direito de fazer as suas escolhas:
        – quem quer ter o bebê.
        – quem quer interromper a gestãção.
        – e quem quer colocar pra adoção.

        Por favor, leiam o meu comentário com atenção.

      • maejuanajcs
        12 de fevereiro de 2015

        nao ficou claro isso. Eu entendi que a mulher que não quer continuar com a gravidez teria alguma assistência mas voce não disse o que!

      • Julia Rezende
        12 de fevereiro de 2015

        sabe oque e uma desisao difiçil?Abortar! eu posso te confirmar com todas as letras, TODAS as mulheres que abortam qualquer que seja a razão ficam marcadas pro resto da vida, ate os abortos instantâneos,pois todo mundo sabe que o aborto nao e um modo contraceptivo e sim o assassinato ou a morte de uma criança,intao acho que sim,se o sistema de adoção fosse menos burocrático as mulheres se sentiram no minimo melhor, pois praticamente todas as mulheres com o minimo de respeito a vida, vai preferir doar sua cria ao invés de mata-la, e esperar nove meses ou nove anos de gestação não iria impedir a preferencias de tais,o problema e que a maioria dessas gestante não tem conhecimento ou tem medo ou/e vergonha de doar a criança, mas se ouve-se facilidade de acesso o aborto seria algo descartado por muitas .

      • Danieli Barbara
        12 de fevereiro de 2015

        Tem razão, pode ser que o jeito que eu escrevi não seja interpretado direito.

        Pena que não dá pra editar o comentário.

      • Elisa
        14 de fevereiro de 2015

        Desculpa, mas voce acha mesmo que uma vida deva ser ceifada pelos desejos de uma outra vida???? Não quer ter filhos de forma nenhuma? faça uma esterilização ou não tenha relações sexuais. A partir do momento que vc se coloca em risco (de engravidar), vc tem que assumir as consequencias! Sou mulher, sou mae e sou responsavel pelos meus atos! sou contra a legalização do aborto. Sou a favor de politicas publicas para dar uma adoção para a criança, pq ela sim merece uma familia decente! Entao a mulher a engravida e vira Deus sobre a vida do seu filho??????? E sim, maejuanajcs, eu acho que a mulher tem sim que passar os 9 meses…afinal de contas há uma vida dentro dela que foi concebida por uma ato dela (irresponsavel ou nao). Se nao for benção pra ela, será para outra familia que, infelizmente, não teve a mesma sorte! Sou a favor de laqueadura, vasectomia e abstinencia sexual.Não quer ter filhos, nao os faça!

    • Raquel Donegá
      13 de fevereiro de 2015

      Penso exatamente isso!

  3. Charlene
    11 de fevereiro de 2015

    Texto excelente. Condiz muito com aquilo que acredito.

    • Dimig Alessandra Almeida
      13 de fevereiro de 2015

      Eu compreendo os argumentos mencionados, mas como este espaço é democrático, vou me posicionar, pois penso diferente. Sou mãe de uma menina de 10 anos, depois de ter perdido dois bebês. É realmente triste e lamentável a morte de tantas mulheres. No entanto, legalizar o aborto com o argumento de que cada um decide o que quer de si mesmo, é dar uma abertura imensa à prática do aborto sem medida. Assim como vemos muitas mulheres que morrem por conta do aborto clandestino, há muitas outras que sobrevivem e que até se arrependem. Problema delas? Sim, mas é igualmente lamentável que uma vida tenha sido interrompida por uma mulher que poderia ter se tornado mãe. Ah, mas ela era uma adolescente! Sim, mas em vez de uma gravidez indesejada, ela poderia ter contraído HIV ou HPV, quem sabe, Que bom que era uma gravidez e não uma DST. Deus existe!. Afinal, crendo ou não, Ele é o Criador, o Autor da vida. Ah, mas e o estupro? Discutível. Não aconteceu comigo, então, não posso opinar. Talvez eu desejasse abortar, então não julgo quem o fez neste caso. Uma coisa eu sei: a proporção de casos de gravidez por estupro é infinitamente menor do que aqueles em que, simplesmente, se negligenciou o uso da camisinha e da pílula. Conheço também quem abortou muitos anos atrás e depois de casada e desejando ser mãe, não conseguiu, pois o marido era bem mais velho e não rolou a gestação. Hoje ela está com quase 44 anos e desistiu da ideia. Diz que não quer, mas eu não acredito. Que pena: este filho poderia estar com 20 e poucos anos. Interessante como com poucas semanas de gravidez, deitada para fazer passar pelo ultrason, ouve-se um coração, primeiro órgão a ser formado no ventre materno. Lamento se a lei da descriminalização for aprovada. Lamento mais ainda que seja mais comum do que se imagina, ver muitas meninas grávidas indo abortar numa boa. Pior ainda. Isso vai estimular ainda mais a falta do uso da camisinha nas relações porque, infelizmente, teme-se mais a gravidez indesejada do que uma doença sexualmente transmissível.
      Campanhas e mais campanhas pelo uso do preservativo serão simplesmente jogadas no lixo.

  4. Sharon Caleffi
    11 de fevereiro de 2015

    As mulheres não devem ser obrigadas a levar gestação adiante nunca, mesmo que possam doar a criança depois, Danieli.

    • Danieli Barbara
      11 de fevereiro de 2015

      Não foi isso que eu disse, Sharon! O que eu defendo é que tenha atendimento e apoio para todas as opções: para quem quer interromper, para quem quer continuar e para quem quer por pra adoção. Ai sim, o direito de escolha é completo.

      • Daiana
        14 de fevereiro de 2015

        Danieli, entendi seu comentário de primeira. O que está faltando é interpretação. bjos

      • Marcia Sanvi
        14 de fevereiro de 2015

        Concordo com a Daiana, tá faltando interpretação! Seu comentário foi ótimo!

  5. Valéria Nascimento
    11 de fevereiro de 2015

    O programa de prevenção existe, métodos contraceptivos tem aos montes. Mas ainda tem mulher abortando. Mesmo não sendo o melhor atendimento, o sistema de saúde está ai e quando se trata de gravidez, eu acredito que seja bom e no mesmo nível de muitos hospitais particulares por ai. Adoção para mim é a pior coisa que existe para uma criança, não dá para apoiar algo que fere tanto o ser humano, como o abandono. E o que eu mais apoio na legalização do aborto é o que a Renata, sendo mãe afirma, é o DIREITO DA MULHER ESCOLHER. Só isso.

  6. Ana Paula
    11 de fevereiro de 2015

    Cheguei aqui por um compartilhamento da Renata Montenegro, seu texto praticamente descreveu minha opinião sobre tema..sinceramente não quero ser marcada por nenhuma amiga sobre este assunto e nem postar fotos de minha gestação, sou mãe, tenho um casal e minhas duas gravidez foram maravilhosas, cada uma com uma importância e emoção diferente, discordo de algumas opiniões, pois acho que o aborto tem e deve ser legalizado, chega do clandestino, chega de mal trato ao corpo feminino..basta.

  7. Pingback: TSL - Falando do que interessa As insustentáveis celeumas do aborto

  8. Maria
    11 de fevereiro de 2015

    Eu prefiro pensar por outro ponto de vista. Vejam este depoimento: http://www.veritatis.com.br/debates/7440-eu-fui-abortada-o-testemunho-de-uma-sobrevivente

    • Marcia Sanvi
      11 de fevereiro de 2015

      Eu nem li. Confesso. Mas acho importante dizer aqui que no aborto legalizado, a gestação só poderá ser interrompida até a 12ª semana de gestação, pois pela ciência, veja bem, pela ciência, o embrião ou feto não é considerado vivo por não possuir “vida cerebral”, pois o sistema nervoso dele ainda não foi formado, ou seja, não sobreviveria fora do útero, logo, não teria como testemunhar sua sobrevivência. 😉

      • Kamila
        12 de fevereiro de 2015

        não é considerado vivo? pode até não ser CONSIDERADO, mas vivo ele é sim, os batimentos cardíacos começam a partir da 6ª semana.. respeito a opinião de cada uma, mas sou contra a legalização, às vezes em caso de violência é um caso a se pensar, mas no outro… até porque prevenção, hoje em dia, é falado até nas escolas, engravidam por irresponsabilidade, por descuido.. é uma vida desde o primeiro momento em que está ali no útero.

      • Glaucia Marques
        29 de maio de 2015

        Vou copiar aqui um comentário que fiz bem elaborado numa postagem sobre a legalização em minha linha do tempo do Facebook:

        O maior problema do aborto clandestino é a morte de mulheres. Enquanto as pessoas discutem infinitamente se são a favor ou contra, além das mulheres estarem abortando, muitas estão morrendo também. Sim, não é porque é proibido que as mulheres que querem abortar vão deixar de fazê-lo. A diferença é que a mulher rica paga e faz com segurança e a mulher pobre se arrisca nas mãos de açougueiros e geralmente se fodem. Emoticon unsure Os métodos contraceptivos seriam mais eficazes se a nossa cultura, a nossa sociedade também os favorecessem. É preciso uma educação sexual de qualidade em todas as faixas da sociedade para que isso acontecesse. Já o sexo, bem… O sexo é natural, é instinto, é fisiológico, é necessidade. Métodos contraceptivos não, é necessário que alguém ensine a usá-los. E sim, muitas pessoas ainda não sabem usar e, cá entre nós, se a educação brasileira já é bem falha para coisas que não são da natureza humana, quem dirá para as que são, não é mesmo?! Ao comentar sobre homens gestando, foi no sentido biológico mesmo do negócio, pois eu também disse em ambas as gravidezes que nós estávamos grávidos, mas a minha analogia foi no sentido do tipo de eu comentar, por exemplo, sobre a dor de levar uma porrada no saco, sendo que eu não tenho um saco e não consigo nem imaginar como seria ter um… Então, é muito fácil a gente ter uma visão sobre algo que não vivemos e nestes casos, nunca iremos viver. Sobre o aborto ser um método pós-conceptivo, sempre rola um pensamento da maioria de que a decisão da mulher de se fazer um aborto é do tipo: vou querer um aborto e uma porção de fritas pra viagem… Exceto por uma ou outra mulher que pode encarar o aborto de forma bem simples e “corriqueira” assim (e mesmo assim, eu não tenho o direito de decidir por essa mulher o que ela vai fazer ou não), isso não existe. Aborto, com certeza, não é uma decisão fácil e muito menos o objeto de desejo de alguma mulher. Eu, por exemplo, sou contra o aborto, por isso, se eu engravidasse vinte vezes, não abortaria nenhum (se todas as minhas gravidezes fossem geradas de relações consensuais), porém, sou a favor da legalização do aborto, veja que são duas coisas bem diferentes. Achei engraçado você comentar sobre os meus pais não terem tido “aquela” conversa comigo. Pois é, não tiveram. Cresci com meu pai e minha avó, que por sinal desejava ter nascido homem, e para ela – e claro, ela enchia os nossos ouvidos com isso – era: que sexo é horrível, que mulher é tudo puta (todas, mesmo as virgens), que no tempo dela os homens devolviam as mulheres que não eram virgens após o casamento quando descobriam e ela achava mó legal, que mulher que engravida fora do casamento tem que apanhar até abortar, coisas desse nível (não sei se o pensamento dela mudou hoje…). Ouvi falar sobre métodos contraceptivos em alguma daquelas palestras sobre educação sexual na escola, mas até hoje só lembro – e claramente – das partes onde mostravam as perebas horrendas nas genitais, então… rsrsrs XD Posso dizer que não, não aprendi a usar métodos contraceptivos. Por outro lado, não precisei aprender a fazer sexo. Mas por sorte ou acaso, só tive parceiros conscientes que nunca me obrigaram a fazer sexo sem camisinha, já que eu não tomava anticoncepcional, por escolha própria. Mas essa é a minha experiência e eu não posso me basear nela para supor que todas as outras mulheres vão ter a mesma sorte que eu tive, por exemplo, ou as mesmas ideias, mesma personalidade, mesma cabeça, etc. A realidade está bem longe de ser bela nessa questão. E bem, as duas gestações que tivemos foram planejadas e desejadas. Para concluir esta parte, a pessoa ouvir falar ou saber que existem métodos para se evitar uma gravidez indesejada não significa que essa pessoa saiba usar tais métodos. Sobre o aborto legalizado, essa questão também cai sobre o que cada pessoa acredita acerca do início de uma vida (que no final é o que vai pesar na consciência de cada uma). À constar, nem a bíblia equipara a vida do feto/embrião à vida da mulher (3). Mas a principal teoria científica que sustenta o aborto legalizado, defende que a vida humana só começa com o início da atividade cerebral. Até a 12ª semana de gestação, o cérebro do embrião não tem sua arquitetura básica formada no mínimo. Isso significa que o embrião não percebe o mundo, não tem consciência, a vida seria definida pelo início dessa atividade¹. Antes da mulher se decidir de fato pelo aborto ou não, a mulher é acolhida e recebe orientação psicológica e é incentivada a continuar com a gestação e doar o bebê após o nascimento. Ela tem um tempo para pensar e tomar sua decisão e assim é feita, conforme a sua vontade. O aborto por escolha da mulher somente pode ser feito até a 12ª semana de gestação (na maioria dos países onde é legalizado). Uma coisa bem interessante e curiosa a acrescentar é que o aborto espontâneo ocorre neste período, no primeiro trimestre de gestação, onde os embriões podem apresentar alguma má formação ou alteração genética, por exemplo, e são eliminados naturalmente². Mas aí você pode dizer: “Mas nesse caso foi natural”. Se for assim, da gente não poder interferir no que é natural, então não poderíamos usar métodos contraceptivos, nem fazer vasectomias ou laqueaduras, nem sermos submetidas à cesarianas. Na questão do parto, eu defendo o direito da mulher em parir onde ela quiser, seja em casa, no hospital, numa casa de parto, ou mesmo optar por uma cesariana, desde que ela esteja consciente sobre sua escolha e plenamente informada a respeito. A minha relação com o parto em casa é mais estreita, eu tive meu segundo filho assim e amei, por isso compartilho bastante coisa, pois acho super válido que outras mulheres possam ter conhecimento sobre e se sintam a vontade de ter seus filhos em casa se assim desejarem. As clínicas para aborto já existem, ninguém precisa pleitear por elas. Emoticon smile No mais, um grande abraço à vcs! Emoticon wink
        ¹ http://www.elivieira.com/2013/04/pela-defesa-da-vida-atraves-da.html
        ² http://drauziovarella.com.br/mulher-2/abortos-espontaneos-2/
        Outros links sobre o assunto bem interessantes também:
        http://www.cartacapital.com.br/blogs/escritorio-feminista/faq-do-aborto-legal-7594.html

        (3)http://www.mortesubita.org/jesus-freak/cristandades/o-que-diz-a-biblia-diz-sobre-o-aborto
        (3)http://pelosdireitosreprodutivos.blog.com/2011/12/27/mitos-e-fatos-sobre-aborto-na-biblia/

        Vida sem cérebro não é vida! 😉

  9. Ster Rodrigues
    11 de fevereiro de 2015

    Respeito a opinião de todos.
    Gostaria, de muito respeitosamente, expressar a minha.
    Acredito que vivemos em um pais Democrático de Direito. Todos tem sua liberdade de escolha. Isso é maravilhosos!
    O que o ser humano está esquecendo é que para todas as escolhas existem consequências. E por esquecerem disso, quando são confrontados por elas, começam a inventar mil desculpas ou mil teorias, até jurídicas, para fugir das mesmas.
    A mulher só engravida se tiver relação sexual sem a devida proteção, seja camisinha, anticoncepcional, diu, ou outro método anticonceptivo. Se uma mulher escolhe não ser mãe, tem que arcar com as consequências de sua escolha, ou seja, se preservar. Além de seguro, sai muito mais barato para ela ou para o Governo (se o aborto for legalizado). Ou seja, a mulher da atualidade está transferindo suas responsabilidades.
    Sou contra a legalização do aborto, não só por questões religiosas, que nem me atrevo a entrar nesse assunto, mas sou contra, principalmente, porque é muito mais fácil transferir responsabilidades e culpas, do que assume seus atos e suas consequências.
    O ser humano deve aprender a cuidar de sua vida, do seu corpo e do seu destino. Quem está conduzindo o carro da vida, é cada um de nós.

    • Vanessa Torres
      11 de fevereiro de 2015

      Parabéns pelo comentário, falou tudo! 👏👏

    • Liliane Silva
      12 de fevereiro de 2015

      Pois é… Eu Engravidei com o DIU… E olha que ele estava posicionado corretamente…. É agora? Já tenho uma filha de 1 ano e 5 meses, estou de 05 meses e meu casamento acabando… Eu me protegi! Mas, falhou… O que faço agora? Nada… Não estou feliz… Paciência…

      • Kamila
        12 de fevereiro de 2015

        vc culpa sua filha pelo seu casamento mal sucedido?

      • Liliane Silva
        13 de fevereiro de 2015

        Não. Não culpo ninguém. O casamento é só um mero detalhe. O argumento utilizado contra o aborto é: “Existem meios de se prevenir… Então, não justifica o aborto.”
        Agora, eu pergunto: E quando você se previne e engravida? O meu DIU falhou… Culpa minha? Não. Ele estava no lugar… Me digam, o que fazer? O QUE FAZER?

      • Lívia
        13 de fevereiro de 2015

        Comentário super sensato! Faço das suas, minhas palavras.
        Só engravida quem quer. Ou quem não mediu corretamente a consequência do seu descuido. Quem tem o direto de decidir pelo seu corpo ( como se fosse só isso em jogo qdo se trata de aborto), tem o dever de conhecê-lo e ao menos saber seu período fértil.

      • Lívia
        13 de fevereiro de 2015

        Todo mundo sabe que não existe um método contraceptivo com 100% de eficácia. Se fosse meu caso e eu não quisesse assumir nem 0,5% de chance de engravidar, usaria um método extra , especialmente no período fértil.
        Sinto muito por sua filha, pela mãe dela dizer qua não está feliz com a vida dela.

      • bandaid
        13 de fevereiro de 2015

        Quando eu não podia engravidar minha esposa sob hipótese alguma, ambos usamos método por um ano (ela com a pílula e eu com o plástico). Essa foi a decisão que tomamos com nossos corpos, sem afetar um terceiro corpo. Quero casos que falharam sob essas condições.

      • Adriele
        13 de fevereiro de 2015

        Veja bem Liliane Silva, para os defensores do aborto vc teria motivos de sobra e mesmo assim não fez. Existe pessoas que transam sem camisinha ou sem qualquer tipo de proteção, com pessoas desconhecidas ou pouco conhecida e quando se vê gravida por puro egoismo e irresponsabilidade abortam.

    • Tudo De Nós 2 (@vivibabyjon)
      12 de fevereiro de 2015

      Concordo plenamente contigo!!

    • Caroline Freitas
      12 de fevereiro de 2015

      Justo!

    • Kamila
      12 de fevereiro de 2015

      concordo !!!

    • Rana
      12 de fevereiro de 2015

      Vamos falar sobre as consequências das escolhas. Escolher interromper uma gravidez indesejada, tem consequências psicológicas, espirituais, preconceituais e etc.
      Ser obrigada a ter um filho indesejado, seja pelo motivos que for, tem consequências tão graves que fica difícil enumerar. mas podemos falar de algumas. Gerar um ser infeliz, gerar e abandonar ao léu um ser indefeso, jogar na rua uma criança que só precisava de amor. ver crianças crescendo na marginalidade. crianças morrendo de fome, de espancamento, queimadas, jogadas, isso pq a mãe não queria o filho e foi obrigada a ter.
      E aí? qual a forma menos cruel de acabar com uma “vida”? com 6/9/12 semanas gestacionais ou matar pouco a pouco ao longo da vida?

      • Kamila
        12 de fevereiro de 2015

        A forma menos cruel, ou a não cruel?? PREVENÇÃO. Em pleno século XXI, onde todos tem informações, existem mulheres que engravidam por irresponsabilidade, por descuido (já disse isso por aqui e estou repetindo), muito melhor prevenir do que acabar com uma vida!!

      • Rana
        12 de fevereiro de 2015

        Mas Kamila? Já ouviu dizer que nenhum método é totalmente seguro?
        Já ouviu falar em deslizes? Pq a prevenção tem que ser só da mulher? Ou o cara que transa sem camisinha e engravida a mulher tá perdoado?
        Olha…. concordo que prevenir é sempre o melhor remédio, mas e quando o remédio falha e vc não quer isso pra vc?
        Tem que ser punida por isso?

      • Kamila
        12 de fevereiro de 2015

        Rana, Já ouvi sim dizer que nenhum método é totalmente seguro e até comentei a respeito em algum lugar por aqui, o meio mais seguro, até mesmo que o anticoncepcional é a camisinha – para mim -, por que não usá-la? acredito que há outros meios em caso de falha, como exemplo a pílula do dia seguinte que pode ser tomada em até 72hs (o que muitos dizem que tbm é um meio de aborto e NISSO eu discordo, já que é vista como pílula de emergência).. e não vejo uma gravidez como punição, e não acho tbm que o homem tem que ser perdoado por não ter usado a camisinha… acho que os dois devem ser responsáveis, se o homem não tem a intenção de assumir um filho que se previna, assim como a mulher.

      • Rana
        12 de fevereiro de 2015

        Então Kamila, homens abortam seus filhos todos os dias. A mulher tem que ser obrigada a carregar sozinha a consequência de um ato conjunto? Mesmo que ela não queira?
        O pai do meu filho o abortou várias vezes, desde o inicio, qdo descobri, com 5 semanas. Tentou me obrigar a tirar, me ofereceu dinheiro pra tirar, me ofereceu dinheiro pra não requerer´paternidade.
        EU ESCOLHI ter o bb, pq achei que era o melhor PRA MIM. pq achei que EU poderia arcar com o resultado de uma transa sem prevenção. pq EU escolhi ser mãe do Arthur. Meu corpo, minhas regras.
        Mas e quem escolhe não ter, por motivos que só quem vive sabe. tem que ser obrigado?
        Ou tem que morrer num beco qualquer? sem assistência, sem apoio?

        Eu não preciso ser a favor do aborto, pra entender que quem precisa, escolhe ter um, não precisa ser criminalizada por isso.
        Simples assim!

      • Joana Siqueira
        12 de fevereiro de 2015

        Concordo plenamente.
        E o que as pessoas esquecem é simples: TODO MUNDO QUE QUER JÁ ABORTA! Sendo legal ou nao.
        A questão é dar uma condição digna de se fazer isso e que as pessoas não tenham que apelar para clinicas clandestinas, chás “milagrosos”, objetos pontiagudos e outras tantas coisas que são invasivas e perigosas!

      • Rana
        12 de fevereiro de 2015

        Exatamente Juana, quem tem que fazer, vai fazer com esse povo concordando ou não. Pq não permitir que o ato que já é difícil, seja ao menos digno!

      • Andrea
        13 de fevereiro de 2015

        Só quem frequenta abrigos e orfanatos sabe o quanto uma criança indesejada sofre, é muito fácil fechar os olhos para a triste realidade de muitos abandonados que vivem às margens da sociedade.

    • Cris Jorge
      12 de fevereiro de 2015

      Não acho que legalizar seja transferir responsabilidade. Muito pelo contrário, a mulher se responsabiliza e muito pelas conseqüências ao optar pelo aborto. A criminalização mantém a mulher que faz essa escolha marginalizada, e em risco, só isso, mas não evita abortos.
      E não é apenas a mulher que escolhe ter relação sexual que faz aborto. existem vítimas de estupro. E ainda há aquelas que escolhem uma gestação sim, mas a gestação coloca a própria vida em risco…
      São muitos motivos que vão além do “teve relação e não se previniu”.
      Legalizar não é incentivar. Legalizar não é fazer campanha para todo mundo sair fazendo. Legalizar é dar à mulher o direito de se responsabilizar ainda mais pelo seu corpo, cuidar ainda mais da sua vida e conduzí-la da maneira mais digna.

    • Eu sou contra
      12 de fevereiro de 2015

      Perfeito Ster!

    • Luiz
      12 de fevereiro de 2015

      Excelente resposta. Ainda adiciono mais um componente moral: num país onde nem se discute a pena de morte para criminosos de alta periculosidade, comprovadamente culpados de atos bárbaros, será coerente o Estado patrocinar a morte de um inocente?

    • Raquel
      13 de fevereiro de 2015

      O problema é que toda a responsabilidade fica com a mulher. Ou seja, você está jogando a culpa da gravidez na mulher, mesmo que ela não tenha se previnido, ninguém faz filho com o dedo, ou seja, o homem não está “pagando sua penitência” e tem tanta culpa quanto a mulher.

      • Jaqueline
        14 de fevereiro de 2015

        Acho esse papo de “a culpa é só da mulher” mto feminista!! Vamos lá, se estão defendendo que a mulher faz o que quer do seu corpo, partimos do princípio que ela deveria ter usado esse direito tb no momento em que essa criança foi concebida! Se vc não quer de jeito nenhum engravidar, se previna! E exiga que seu parceiro tb o faça, sem isso, sem sexo! Jeito tem (exceto em casos de estupro, que são a minoria). O aborto não se trata de um direito ao corpo só da mulher! Nessa história tb estão envolvidos o homem, que as vezes não deseja o aborto e principalmente o bebê, no direito de escolha dele ninguém pensa??? Tudo que fazemos têm consequência, a legalização do aborto é livrar as pessoas de suas responsabilidades, sim, certamente com a legalização do aborto teremos mto mais pessoas inconsequentes fazendo sexo sem prevenção e arriscando suas próprias vidas a uma doença ou a vida de um bebê a morte!

  10. Caroline Pizzini
    11 de fevereiro de 2015

    Obrigada por esse texto! Juro!

  11. aline
    11 de fevereiro de 2015

    Ha dezenas de metodos para se prevenir uma gravidez. Nao quer ser mae, nao esta pronta, nao tem condicoes financeiras ou psicologicas, simples, previna-se. “Aconteceu”….nao existe!!!! Arque com as consequencias dos seus atos. Minha mae e um exemplo, engravidou solteira e mesmo sem a ajuda de ninguem resolveu que me teria, deu um duro danado pra me criar, e aqui estou, gracas a Deus e minha mae, que ME DEU A VIDA! Talvez se ela pensasse como vcs hj eu nao estaria aqui com 28 anos.

    • Adriana Torres Ferreira
      12 de fevereiro de 2015

      Aline, você já viu a pesquisa sobre as falhas dos métodos contraceptivos? Nenhum, repito, NENHUM é 100% eficaz. Filho não pode ser castigo, deve ser escolha. Amo ser mãe e respeito quem não quer ser, ou quem já tem seus dois filhos e sabe que não dá conta de um terceiro. Homens abortam todos os dias, como seu pai fez com sua mãe. Ela não tinha obrigação de passar por isso, foi escolha dela passar. Não use sua vida ou a dela como parâmetro, exerça a empatia.

  12. Renan
    11 de fevereiro de 2015

    É oq eu acho, a pessoa tem o direito de escolha, de prevenção,do mesmo jeito que ela pode pegar uma gravidez ela pode pegar uma doença e ai, quer dizer o filho vc pode tirar e a doença oq ela faz fica ai passando pros outros? Se vc não quer engravidar, vc não engravida e ponto, se ja tem um monte de loucas tirando filhos por ai, imagina se isso for legalizado, Deus deu a vida e ninguem tem o direito de tirar!! Então se a mulher não quer cabe a ela se prevenir de um filho, uma doença,minha opinião

    • Kamila
      12 de fevereiro de 2015

      concordo!

    • Adriana Torres Ferreira
      12 de fevereiro de 2015

      Renan, vou lhe dar quatro notícias importantes:

      1 – Mulheres abortam. Provavelmente em sua família mulheres que você admira abortaram, por N motivos. Uma a cada cinco mulheres no Brasil já abortaram ou irão abortar até seus 40 anos. Criminalizar não diminui, pelo contrário. Em vários países desenvolvidos o número de abortos caiu por conta do acompanhamento médico e psicológico que é feito. Hoje mulheres decidem isso sozinhas, por medo do julgamento da sociedade e da punição do estado.

      2 – Elas não tiraram uma vida e sim uma expectativa de vida. Até 12 semanas o embrião não tem atividade cerebral, portanto não é vida e é por isso que o CFM apoia a interrupção voluntária da gravidez até essa fase. Se fosse assim, deveria ser proibido a doação de órgãos, que ocorre quando não existe mais atividade cerebral mas o coração ainda bate. Também não deveria ter fertilização invitro, pois milhares de embriões são descartados anualmente.

      3 – Métodos contraceptivos não são 100% infalíveis. Camisinhas furam, DIU, pilula, etc falham por inúmeras razões. Existe um estudo amplo a respeito, sugiro pesquisar. E quero que seja sincero consigo mesmo, você NUNCA esqueceu de usar a camisinha? Você jamais transou sem ter certeza que existia ali um método contraceptivo?

      4 – Esse é um assunto que diz respeito a mulher. Homem não tem que dar pitaco, só apoiar a decisão DELA. Somos nós que gestamos, que parimos, que corremos risco de morte na gravidez. Somos nós que usualmente perdemos nossos empregos, nossas referências, até uma parte do nosso eu.

      • Jaqueline
        14 de fevereiro de 2015

        Não concordo com nada do que disse, mas o que mais me chocou foi dizer que o homem não tem que dar pitaco!!! Espere aí, lutamos tanto em dizer que um filho, uma gravidez, não se faz sozinho, que é responsabilidade dos dois, agora na hora de tirar a responsabilidade é só da mulher?? A escolha é só da mulher? Aquela criança que está ali tb é do homem, o motivo de ser a mulher que abriga essa vida está fora de nossas compreensões, mas certamente não é (ou não deveria ser) a toa!

    • Leonor
      14 de fevereiro de 2015

      E, por favor, não use o seu Deus como se fosse uma construção universal, algo em que todos acreditam, porque, sinceramente, isso é tão subjetivo. Deus existe pra você, mas não necessariamente para mim, e nenhum ser no Universo, muito menos um que potencialmente pode ser irreal, pode ter o privilégio de decidir sobre o corpo de NENHUMA, NENHUMA pessoa. Deus deu a vida na sua opinião, e não na minha, e eu não tenho porque viver sob as leis e regras do seu credo e da sua fé. Isso me dá nos nervos, imagina se amanhã alguém resolvesse que todas as mulheres teriam que usar véu, que todos os homens teriam que deixar crescer a barba, que todo mundo tivesse que raspar a cabeça… seria um absurdo! MINHA VIDA, MINHA REGRAS. O Estado é LAICO e deve proteger as decisões e escolhas de TODAS as pessoas, isso significa democracia. Não da maioria, de TODAS as pessoas. A solução é muito fácil: se o médico não quiser, não realiza o aborto. Minha escolhas não são um crime!

  13. viviane
    11 de fevereiro de 2015

    O que eu acho interessante é que uma planta sem que não possui é considerado ser vivo e se VC cortar uma arvore sem pedir autorização é preso e sem direito a fiança. Um feto com 6 semanas já tem freqüência cardíaca. Quem vai lutar pelo direito de viver dele que nem pediu para nascer, mas está lá em um utero. Quem pensa no futuro deste? Eu e todas nós mamães, consideramos vida quadndobeatava no nosso ventre. Agora só pq a mae não o deseja, ele não tem direito a vida? Ainda sou contra o aborto.

    • Kamila
      12 de fevereiro de 2015

      apoiada!

    • Adriana Torres Ferreira
      12 de fevereiro de 2015

      Viviane, então você é contra a doação de órgãos? Porque ela acontece com o coração batendo mas quando não há mais atividade cerebral. Você é contra a fertilização invitro? Milhares de embriões são jogados fora anualmente.

      Sua comparação é grotesca. A questão do desmatamento não tem a ver com a vida de uma árvore e sim com a nossa vida. Ninguém vai deixar de respirar por conta de uma interrupção voluntária da gravidez. Eu hein.

      E o direito da vida daquela mulher, você o reconhece?

  14. Érica
    11 de fevereiro de 2015

    Bacana o texto…
    Mas desculpa ainda não me convenci… Temos várias formas de prevenção e se todas elas não forem utilizadas ainda sim tem a pílula do dia seguinte…. mas… sei lá ainda tô formando minha opinião

    • Carolina
      12 de fevereiro de 2015

      Como está escrito num comentário logo acima. A mulher usa um diu corretamente posicionado e engravida. Como ela deveria saber que poderia estar grávida no dia seguinte? Ela provavelmente só descobriu a gravidez muito tempo depois, quando a pilula ja não funciona.

      A vida é mais complicada.

      • Liliane Silva
        13 de fevereiro de 2015

        Fui eu quem escrevi. Pois é, descobri tardiamente. E estou infeliz. O que as pessoas não entendem é que quem se previne, também engravida. Estou em depressão, e me dá arrepios todas as vezes que olho minha barriga. Luto todos os dias para não rejeitar essa criança. Mas, é involuntário. Estou lutando todos os dias contra eu mesma. Acordo todos os dias querendo morrer. Acordo sem vontade de levantar. Queria ter tido uma escolha. Mas… Infelizmente, não foi possível.

      • Liliane Silva
        13 de fevereiro de 2015

        Fui eu quem escrevi. Pois é, descobri tardiamente. E estou infeliz. O que as pessoas não entendem é que quem se previne, também engravida. Estou em depressão, e me dá arrepios todas as vezes que olho minha barriga. Luto todos os dias para não rejeitar essa criança. Mas, é involuntário. Estou lutando todos os dias contra eu mesma. Acordo todos os dias querendo morrer. Acordo sem vontade de levantar. Queria ter tido uma escolha. Mas… Infelizmente, não foi possível. =(

  15. paulamandy
    12 de fevereiro de 2015

    Que texto maravilhoso, conseguiu abranger todas as esferas de questionamentos e preconceitos. Respeito todas as opiniões, mas o que acredito é que nem todas as situações são iguais, nem todas as histórias de aborto aconteceram com jovens que se aventuraram sem o uso de métodos contraceptivos ,até porque eu acredito que a gravidez seja o menor dos problemas se formos analisar a questão das doenças, como a AIDS). Inúmeras podem as causas e fatores que possam levar uma mulher a não querer levar a frente uma gestação, como os estupros, e não acredito que a mãe ou a criança devam arcar com consequência alguma, isso é medieval e cruel. Pelo lado religioso da questão eu também não me atrevo a falar por um simples motivo, as religiões só pertencem a quem as segue, não se pode obrigar a seguir preceitos católicos, protestantes, judeus nem qualquer outro é por tudo isso que esse texto é perfeito.

  16. Tania Marques Mariné
    12 de fevereiro de 2015

    Sou mãe,médica e a favor do aborto seguro (interrupção até no máximo 12 semanas de gestação).Já recorri ao método,e,embora tenha sido decisão difícil,jamais me arrependi da decisão tomada.Dei sorte,de,na época existir uma clínica excelente em Botafogo,na Rua Dona Mariana,cujo atendimento era muito profissional,mesmo sendo algo clandestino.O centro cirúrgico era de bom padrão,e o colegas que praticavam o ato médico,idem.Infelizmente,se alguém precisar de uma indicação hoje em dia,não vou saber quem indicar.O que acaba acontecendo é que mulheres de classes desfavorecidas são as vítimas de uma legislação omissa,e,se tornam vítimas de pessoas inescrupulosas e incompetentes,e acabam se tornando martires da hipocrisia reinante,morrendo de forma estúpida e sem sentido…até quando???Compaixão,não se vê por aí….

  17. Hildalina
    12 de fevereiro de 2015

    Perfeito, Ster!

  18. Natasha Rezende
    12 de fevereiro de 2015

    O problema é que todo mundo defende a vida do feto, mas e depois que nasce? Vai para um lar violento, cheio de abuso, sem carinho, sem o básico, o mínimo pra ser ter uma vida digna, ou então fica nas mãos do Estado, não menos desinteressado. Que defesa da vida é essa? Vivemos numa sociedade tão hipócrita. Abortar é um crime, mas e não se importar com as crianças que estão em situação critica é o que? Esse é o pais do discurso vazio de atitude, do julgamento baseado na própria visão e experiência, ou então em um falso moralismo, sem pensar que você simplesmente não sabe o que acontece na vida daquela pessoa. É país da utopia também, por que, conscientização? O que é isso? E outra, esse discurso de arcar com as consequências, assumir os atos, cada um vê isso a sua maneira. Pra mim, quem engravida, homem e mulher, tem que criar os filhos com toda a dignidade, amor e tudo mais, assim como eu e meu marido fazemos desde que descobrimos que estava grávida sem planejar por 2 vezes, mas essa é nossa visão da coisa, é nossa verdade absoluta, só nossa! Muito fácil julgar uma mulher que abortou, difícil é levantar e ajudar uma criança que seja, tirar uma dessa vida cruel, ao invés de praguejar o ‘pivete’ e atravessar a rua pra não passar perto dele. Falar que é uma praga da sociedade.
    Tanta gente chora por ser assaltado ou ter um conhecido assassinado por um bandido frio, mas infelizmente muitos devolvem pra sociedade a frieza com que a sociedade os tratou durante toda sua vida. Esse bandido, na maioria das vezes é uma criança rejeitada. Não estou vitimizando um bandido,ele tem que ser punido com todo rigor que suas atitudes merecem, mas que isso é um ciclo interminável, isso é. Enfim, o que quero dizer é uma criança sem amor, carinho, educação, família, lar, dignidade, também está praticamente morta.

  19. Caroline Freitas
    12 de fevereiro de 2015

    E quem vê com a legalização do aborto as pessoas mais carentes vão ter acesso a esse serviço de forma fácil como tudo é hoje se tratando de saúde! Claro que não! Na hora do desespero, sem grana para pagar e sem tempo para esperar o SUS vão fazer em qualquer beira de esquina como é feito hj! Se meu corpo minhas regras, aquele que botar a mão em mim, ou de qualquer forma me prejudicar vou assassiná lo! Certo isso?

    • Adriana Torres Ferreira
      12 de fevereiro de 2015

      Não entendi seu comentário. Você está viva. Você é um ser humano formado, vivo. Consegue entender a diferença entre você e uma expectativa de vida?

      Façamos o seguinte exercício: a mãe corre risco de morrer por conta da gravidez. Você acha que deve ser retirado o embrião ou não? Caso positivo, qual a diferença afinal? A diferença está entre os direitos de uma pessoa viva e de um embrião que não é vida ainda! Pelo menos não para a ciência!

  20. Cristiane
    12 de fevereiro de 2015

    Sou uma das que postou a foto e postaria de novo. Você fala em não julgar, mas está julgando. Não sou a favor do aborto, mas isso não significa que concordo com a criminalização. Existem muitas formas de se prevenir uma gravidez, eficazes sim. Então nunca serei a favor do aborto. Concordo com você em uma coisa, cada um deve ter o direito de decidir o que é melhor para si. Eu já acompanhei uma amiga para fazer um aborto, pois a decisão foi dela e eu não julguei. Só que eu jamais aconselharia uma amiga a fazer e nem faria. Isso é ser contra o aborto e não ser a favor da criminalização dele.

  21. iredLa
    12 de fevereiro de 2015

    Outro problema que vejo muito aqui e sempre que o assunto vem à tona é a questão da crença… as pessoas sempre querem impor sua crença aos outros… a concepção da vida tem uma definição pela ciência / medicina, como já falado aqui, que tbm é usado para legitimar a possibilidade de doação de órgãos, e tem outra definição pelas religiões, mas e eu acredito na ciência sou obrigada a seguir a crença de alguém?!? Eu tenho direito a crer no que eu quiser, posso ter uma legislação que me atenda, até pq dizem que o Estado é laico, que meu corpo é meu, que minha alma tbm é minha, minha gestação é minha e que as consequências psicológicas, espirituais, qq que seja, EU pagarei, mas olha só, não tenho direito de escolha… tenho que seguir o que a religião de fulan@ manda… isso é surreal pra mim!

  22. Manu Fraga
    12 de fevereiro de 2015

    Aproveitando o próprio texto tão aplaudido da amiga… “Sou a favor da autonomia feminina para decidir sobre o próprio corpo, sobre a própria vida. O direito a decidir sobre o próprio corpo não é relativo, não pode ser relativo. Meu corpo, minhas regras. Corpo da fulana, regras da fulana. Simples assim.”

    Ok. Ok! Acontece que a pessoa se esquece que dentro desse CORPO SEU, que você clama tanto ter direito, existe um OUTRO CORPO em formação, que não É SEU e sim de outro ser vivo…ou seja, você não quer que outros interfiram no seu direito, mas se sente no direito de interferir no corpo alheio??? Complicado hem? Se o direito de decidir sobre o próprio corpo não pode ser relativo… de onde vem o direito da mulher matar esse corpo que já existe dentro dela? SIMPLES ASSIM! CORPO DO BEBÊ, decisão do bebê! Se ele está lá dentro, saudável, crescendo…ele quer viver!

    Então é ok ser a favor da vida da Jandira mas não ser a favor da vida do Pedrinho, da Lelê, da Belinha, do Rafinha que poderia nascer não fosse o assassinato deles dentro da barriga da mãe? Quem foi que decidiu que uma vida vale mais que a outra? Eu hem?

    • Adriana Torres Ferreira
      12 de fevereiro de 2015

      Manu,

      Pedrinho, Lelê, Belinha são apenas expectativas de vida, sonho da gestante nas primeiras semanas. Não são vida como a da Jandira, querida. Pergunte à OMS, ao CFM, a toda a comunidade científica: não existe atividade cerebral até a 12 semana de gravidez então não é um bebê, é um EMBRIÃO. E, cientificamente, um embrião é só um amontoado de células. Ninguém está matando um bebê. Que coisa!

  23. Fabio L
    12 de fevereiro de 2015

    Um dos grandes problemas do aborto é que querem decidir pela gestante não deixando em nenhuma hipótese ela decidir, criminalizar não é saída para isso o importante é ter muitas opções explicadas a gestante, dando oportunidade de conhecimento! A educação é a maior arma para combater qualquer mal neste mundo, pois sabendo bem o que quer, não pode dizer nuca que não teve opção. E ai as decisões serão bem mais conscientes e tenha certeza o aborto seria uma opção antiquada em um mundo com mais consciência.

  24. 28diaspelavidadasmulheres
    12 de fevereiro de 2015

    quando alguém começa a falar “é só se prevenir” eu começo a ter escuta seletiva “whiskas sachê, whiskas sachê”… métodos contraceptivos são falhos e ninguém é obrigada a ser mãe se não quiser.

  25. Barbara Manoela
    12 de fevereiro de 2015

    Aborto é um problema de saúde pública! Segundo o Instituto Allan Gutmacher, instituto de pesquisa americano que pesquisa a questão d questão do aborto no mundo, cerca de 1 milhão de mulheres abortam no Brasil todos os anos. Indepentente de cor, credo ou classe social. Mulheres abortam e muitas vezes, são amigas suas, que escutarão suas acusações e críticas desprovidas de empatia enquanto compartilham de uma xícara de café.

    Tomo a liberdade de colar aqui o último parágrafo de um texto publicado no site do Dr Drauzio Varella, bem como o link:

    “Portanto, quem é contra o aborto tem uma saída simples: não o pratique. Ninguém é nem nunca será obrigado a abortar. Por outro lado, a mulher deve ser dona do próprio corpo e ter o direito de decidir se deseja ou não seguir com uma gravidez. E, acima de tudo, como cidadã, tem o direito de ser amparada, acolhida e cuidada qualquer que seja sua decisão.”

    http://drauziovarella.com.br/para-as-mulheres/aborto-um-problema-de-saude-publica/

    • Rafael
      13 de fevereiro de 2015

      Sim, a mulher deve ser dona do próprio corpo. Mas abortar é destruir o corpo e a vida alheia. Quem alega que o feto é o corpo da mulher deve, por coerência, concluir que numa gestação a mulher está grávida de si mesma, não de um filho. Dráuzio Varella usa o argumento mais psicótico que alguém pode usar para defender o aborto.

      • Barbara Manoela
        1 de março de 2015

        Rafael, cejura que entendeu que “o feto é o corpo da mulher”??? Sério, relê o texto, porque não é possível! Deixa eu te explicar: a mulher é dona do próprio corpo. Abortar não é destruir o corpo nem a vida alheia porque a única vida que existe é a da mulher. Simples assim. Vc é que tá fazendo a leitura mais psicótica pra defender um ponto de vista absolutamente machista e misógino.

  26. Kamila
    12 de fevereiro de 2015

    Estou profundamente chocada com tanta gente alienada, esse assunto é realmente muito complicado de ser discutido, pois envolve muitas questões, principalmente religião X ciência. Eu tenho minha opinião formada, conheço mulheres que já pensaram em abortar por ter engravidado cedo e outros casos, nunca fui a favor. Hoje em dia, temos muito acesso à informações sobre prevenção não só de gravidez mas de DST’s, e a palavra chave é: sexo seguro! Não quer engravidar? se previna. Ai entram os casos dos contraceptivos falharem.. assim como citado acima por outra pessoa, eu também NUNCA vi um contraceptivo com garantia total de 100%.. um exemplo, quando tive minha filha eu não queria engravidar de novo e nem quero por agora, então mesmo sendo chamada de maluca e exagerada eu tomava o anticoncepcional e usava preservativo.. prevenção nunca é demais, sem falar na existência da pílula de emergência, que dizem ser um “aborto” também, mas o nome diz: ela é de emergência, e pode ser tomada até 72hs. Essa de “a ciência diz que não é vida até a 12ª segunda semana e blá blá blá” na boa?! não engulo, e mesmo que tentem me enfiar “guela a baixo”, eu não engulo! Ouvi o coração da minha filha com 8 semanas e digo, é o som mais lindo que uma verdadeira mãe pode escutar, como pode dizer que não é uma vida? Sou Cristã, sou mãe, sou esposa, sou mulher e amo viver.. vamos dizer sim a vida e não ao aborto.

    • Mariana
      12 de fevereiro de 2015

      Kamila, você pode ser cristã, mãe, esposa. Pode “não engolir” a explicação científica de que não há atividade cerebral até a 12a semana, e pode pensar que se eventualmente seu método contraceptivo falhar, você encontrará meios de curtir a gravidez, mesmo que não planejada. Você pode até julgar as mulheres que realizam um aborto, seja pelo motivo que for. Tudo isso é seu direito e sua escolha. O que você não pode é querer que suas escolhas sejam impostas para todas as mulheres do pais onde você vive; mulheres que tem vidas, personalidades, crenças e desejos diferentes dos teus. Legalizar o aborto não é obrigar a fazê-lo. Se uma mulher não se julga em condições de ser mãe, entendo que ninguém tem o direito de obrigá-la.

      • iredLa
        12 de fevereiro de 2015

        Isso, Mariana!! Obrigada!! ❤

      • Kamila
        12 de fevereiro de 2015

        Em momento algum Mariana, eu disse que minhas escolhas tinham q ser impostas, releia o texto e mais, releia quando eu disse, não nesse comentário, mas acima, em que respeito a opinião de cada uma, porém esta é a minha, não tá satisfeita, problema é seu!

      • Mariana
        12 de fevereiro de 2015

        Kamila, o que está sendo discutido nesse post é a legalização do aborto. Ser contra a legalização significa querer que a prática seja proibida para todas as mulheres, ou seja: impor sua opinião para outras. Você pode continuar sendo contra o aborto mesmo que ele seja legalizado.

      • Kamila
        12 de fevereiro de 2015

        Mariana, eu sei exatamente o que está sendo discutido e sei exatamente o que significa ser contra o aborto, assim como eu posso ser contra o aborto mesmo ele sendo legalizado. Assim como vc também sabe o que é ser a favor, e vc pode continuar ser a favor, ele não deixou de ser um crime . Só não concordo com a legalização, opinião minha, respeite. Sem mais!

      • Mariana
        12 de fevereiro de 2015

        Eu não estou desrespeitando sua opinião, estou discordando dela. Nós não precisamos concordar…. Só acho que você está deixando de ver um ponto importante, que é: não haver legalização impede que mulheres que decidam fazer um aborto possam fazê-lo. Vai além da “simples opinião de cada um,” como você está colocando, passa a ser uma regra que todos são obrigados a seguir.

      • Kamila
        12 de fevereiro de 2015

        Eu havia dito, “sem mais”, mas preciso dizer que em momento algum estou colocando como se precisasse ser uma regra que todos são obrigados a seguir, e acho injusto vc dizer que eu estou colocando assim, enquanto muitos que aqui são contra disseram praticamente a mesma coisa… Não é somente eu aqui que tenho esse pensamento, e já disse respeito a opinião de vocês, apesar de achar desumano, não quer engravidar, se previna, simples! Espero que não me venha com mais blá blá blá. Minha opinião, sua opinião.. ponto final..

      • Mariana
        12 de fevereiro de 2015

        Rs eu sei que muitos pensam como você. E não acho que isso seja blá blá blá… Se não quer discutir, não entre num fórum de discussão, ué!

      • Kamila
        12 de fevereiro de 2015

        Entrar num fórum de discussão e expor a própria opinião não significa necessariamente que preciso discutir, cada um com sua opinião e respeito – principalmente pela liberdade de estar aqui. Bj

      • Rana
        12 de fevereiro de 2015

        Ahhh Mariana, sua linda!

  27. melcoelhofoto
    12 de fevereiro de 2015

    Às mulheres que são contra o aborto:

    O que as leva a pensar que a descriminalização do aborto faria com que mais mulheres abortassem? Isso é um procedimento cirúrgico e em nenhum lugar do mundo o aborto é considerado método contraceptivo, nem por aquelas que abortam. Percebam: o número de mulheres que abortam não vai crescer. Você pode ser contra, espernear, chiar, chorar e manifestar, TODO DIA tem alguma mulher abortando em alguma clínica clandestina. A discussão não avança se ficarmos no mero individualismo de achar que a nossa opinião (muitas vezes influenciada pela religião) deve servir para todas as mulheres do mundo.

    É um FATO. As mulheres abortam, você gostando ou não. A descriminalização vai salvar a vida de mulheres que hoje já recorrem a esse tipo de intervenção, pois uma vez sendo descriminalizado o próprio SUS poderá fazer a cirurgia.

    Precisamos entender de uma vez por todas que a proibição de ‘alguma coisa’ não impede que essa ‘coisa’ não aconteça. Vejam as chamadas “drogas”, todo mundo conhece alguém que usa, que vende, etc. O proibicionismo não impede que as drogas existam e sejam consumidas, ele só serve para criminalizar que o faz (de forma bem seletiva, como já sabemos).

    Com a descriminalização do aborto vidas de milhares de mulheres serão salvas. Mulheres que recorrem às clínicas clandestinas, a formas violentas (cabide no útero), a remédios agressivos, tudo isso pra abortar. É simples, estamos salvando vidas de pessoas que fariam o aborto você querendo ou não, sendo legalizado ou não. Pode ter certeza que enquanto discutimos aqui nesse blog tem mulheres enlouquecidas em busca de uma clínica pra abortar. Você querendo ou não. Você gostando disso ou não. Sendo permitido ou não.

    • Gisele
      13 de fevereiro de 2015

      Eu concordo com essa parte de proibindo ou não o aborto sempre existirá, sou o contra o aborto, mas não sou contra a descriminalização, quer abortar? Quer ser uma assassina e ainda correr o risco de se suicidar? Vai em frente, agora acho ridículo exigirem que eu pague com os meus impostos pelas irresponsabilidades dessas senhoras, sou contra achar que o governo/SUS tem a obrigação de atende-las.
      “- Ah mas todas tem o direto de escolher se querem ser mãe ou não”
      R: Concordo muito, eu mesma tenho 27 anos e ainda não tive essa vontade…o que eu faço? aborto todos os anos? Claro que não, eu me previno, simples assim.
      ” – Ah mas métodos contraceptivos são falhos e bla bla bla”
      R: Verdade que não há método no mundo 100%, mas bom, pra mim tem funcionado muito bem obrigado, nestes últimos 8 anos que estou com o meu parceiro/marido… Vamos combinar que quem não quer engravidar em hipótese alguma, vai saber evitar, assim como alguém já disse aqui em outro comentário, eu também uso anticoncepcionais e preservativos, pois não quero de forma alguma engravidar neste momento.
      O que eu não entendo de verdade, é como podem muitas vezes alegarem que não podem continuar com a gravidez por não terem condições financeira ou psicológicas para levar a gestação até o fim, sendo que tem até R$10.000,00 que chega a ser o preço cobrado, para pagar um aborto e um psicológico excelente para aguentar o procedimento, que na maioria dos caso é feito em péssimas condições de higiene… não seria mais fácil utilizar esse dinheiro para continuar com a gravidez mais alguns meses e doar o seu bebê?
      ” Ah mas a adoção é algo muito cruel”
      R: Cruel? adoção é a única forma que milhares de mulheres cheias de amor pra dar vão encontrar para realizar o sonho de serem mães…aonde está a crueldade? Chega ser injusto tantas e tantas sonhando com uma criança e você matando a sua…

      Por fim, sou sim contra o aborto, mas não acho certo te proibir, já que você tem livre escolha e etc… mas não vou, de forma alguma ficar com pena se você morrer praticando este ato…Me julguem!!!

      Seu corpo suas regras! ok! Sua ações, suas responsabilidades!

  28. Camilla
    12 de fevereiro de 2015

    É casada?
    Vai lá fazer uma laqueadura pelo SUS.
    Vê se você autonomia pelo seu corpo… Não. Seu corpo é propriedade do seu marido!

    • iredLa
      12 de fevereiro de 2015

      UI!!

  29. Fabio L
    12 de fevereiro de 2015

    Pelo amor do divino mestre, não vou negar como tem gente ignorante de mais ! Acho que o problema não esta em quem é contra ou a favor. O problema é a falta de educação para que opiniões sejam fundamentadas em bases do bom-senso e da razão, sem entender direito as bases dos problemas como podem manifestar opiniões em bases simplesmente pelo medo de um Deus. Isso é um pensamento que nos remete a idade do obscurantismo. Acordem!!! O mais importante em qualquer sociedade e o direito de decisão individual isso é inquestionável para que criminalizar algo que fundamentalmente e falta de conhecimento, um cidadão bem informado e com um mínimo de educação vai sempre decidir o que é melhor para si. O estado até mesmo em outros problemas não pode jamais decidir algo que é inteiramente uma decisão pessoal e quando o estado se envolve sempre desculpe a ma palavra da merda ! Pensem nisso, quanto menos o estado se envolver em coisas que no fundo e de decisão individual é melhor pois as bases fundamentais para se gerar leis boas que ajustem a sociedade como um todo sempre vem de iniciativas de poder de decisão individual depois de se ver que a lei e fundamental para a organização da sociedade ela passa a existir, não preciso ir muito longe casamento gay! Quem ai nunca viu manifestações contra ou a favor de algo que é pertinente apenas a dois indivíduos. Paremos e pensemos sem a cegueira do prejulgar não esquecemos que crucificaram um inocente por que prejulgaram e estamos pagando até hoje por causa deste fato. Por favor pensem, não a saída para nada se não tiver educação, esclarecimento e conhecimento baseado em estudos pesquisas etc… para depois pensarmos em opinar em nome do outro decidindo o que ele deve ou não fazer.

  30. Carlos Eduardo
    12 de fevereiro de 2015

    Engraçado que vc diz assim.
    “eu sou a favor da descriminalização do aborto. A favor da legalização. Sou a favor da autonomia feminina para decidir sobre o próprio corpo, sobre a própria vida. O direito a decidir sobre o próprio corpo não é relativo, não pode ser relativo. Não em uma sociedade que se quer democrática e civilizada. Meu corpo, minhas regras, regras da fulana. Simples assim.”
    Autonomia feminina de decidir sobre o próprio corpo? E quem te deu autonomia pra decidir o que fazer com o corpo do bebe?? A onde existi civilização se mata um ser indefeso? Com tantos métodos anticonceptivos a mulher não pode escolher um, ou pedir para o parceiro? E mas gostoso matar do que usar uma camisinha né?

  31. maejuanajcs
    12 de fevereiro de 2015

    gente tem cada comentario aqui que da preguiça….principalmente dos homens. Excelente texto! Obrigada por colocar tao bem a questão. Enquanto o feto esta dentro do utero ele faz parte do corpo da mae…estao interconectados…nao da pra considera-lo um ser indefeso…isso so depois das 12 semanas. Eu estou mal acostumada pois moro no Reino Unido e aqui as coisas são mais evoluídas sem cair num discurso religioso retrogrado. Aqui as maes podem escolher o aborto dentro do sistema nacional de saúde, se elas foram violentadas, se o bebe tem algum defeito serio os medicos recomendam abortar, e se for mesmo uma gravidez indesejada…ninguem te julga. Não quer o filho, melhor tirar, criar um filho, educar bem, isso da muito trabalho e requer muito amor e dedicação, não e pra qualquer um não!
    ps. Eu nunca teria coragem de abortar….tenho 3 filhas e fechei a fabrica com DIU, mas se ele falhar quero ter a opcao que for melhor para a minha família.

  32. Silvia
    12 de fevereiro de 2015

    Faz 18 anos que vivi a experiência do aborto. Hj consigo falar, Mas por muitos anos me fez sofrer. Na época achei a melhor opção e realmente foi. Hj tenho um filho de 12 anos e aguardo outro com ansiedade. Não julgo ninguém, Não tenho esse direito. Acho sim que errei, Mas não tem volta. Posso garantir que é uma decisão muito difícil e que jamais vou esquecer. Não repetiria tal ato, mesmo sendo um acidente no passado. Precisamos olhar para dentro de nós é agir por nós. Pararmos de julgar e acusar o próximo, pois eu garanto. As mulheres que tem o mínimo de amor ao próximo não faz isso sem arrependimento.

  33. Stéphanie Brasil
    13 de fevereiro de 2015

    nossa parece até que li meu texto parafraseado… eu penso igualmente a vc. Inclusive fiz um texto ha algum tempo http://www.jusmatternandi.blogspot.com.br/2014/10/sou-favor-do-aborto-mas-nao-faco.html falando justamente sobre isso

  34. Maria Clara
    13 de fevereiro de 2015

    E eu tenho certeza de que muitas pessoas a favor nunca a realidade das clínicas de aborto legalizadas nos países em que ele é permitido. Eu já. Há interesse do governo nos abortos em muitos países, na maioria deles fetos são usados em indústrias de sabão por exemplo. Hospitais e médicos são obrigados a mentir dados e estatísticas de acordo com os interesses do governo, que, com intenções de lucro, afirmar que a legalização acaba por diminuir os abortos. Há também corrupção, recém nascidos já formados são largados até a morte, lembrando até os cenários de genocídio na China. Enquanto na maternidade, no andar de cima, uma mulher chora por seu filho prematuro, no andar de baixo uma mulher aborta uma criança de 8 meses. Sim, isso existe, e as estatísticas do governo não mostram isso, muito menos falam que a legalização do aborto abre portas para isso. Já pensei muito sobre isso, levantei bandeira em Portugal a favor do aborto durante o plebiscito por la mas quando vi e presenciei a realidade, o dia a dia, eu tive a certeza absoluta e incontestável de que o abordo não deve ser descriminalizado. Muitas atrocidades acontecem… Sim, elas também acontecem com as mulheres que abortam na clandestinidade, mas sé a decisão de quem pode, ao menos decidir sobre sua vida. Quem está lá dentro, não tem essa decisão, e a mulher que acredita mesmo que um feto é apenas uma parte do seu corpo não conhece a ciência eu comprova que uma mulher gravida forma duas vidas.,.uma mãe pode matar seu filho depois de nascer? Então qual seria a diferença? Apenas porque o ser humano ainda vive em outro ambiente que não o mesmo que o seu? Em alguns países em que o aborto já é legalizada, livrar-se dos filhos que já nasceram já está em fase de aceitação, porque agora questionam que um bebê recém básico ainda não é um ser completamente formado! Assim, podem ser mortos. Mas em algum momento o ser humano tem mesmo uma formação completa? Se vivemos nos transformando fisicamente, em células, pensamentos, pele, há mesmo como avaliar a finalização do desenvolvimento humano? Brigar por educação e cultura, para conscientizar o povo sobre a importância de evitar a gravidez ou de não se colocar em risco mão seria melhor do que brigar pelo direito de assassinar? Sim, os homens tem a opção de abortar em vida, mas essa é a comparação que as mulheres querem com eles.? Ter os mesmos direitos ” patriarcais”? Não seria uma incoerência? Volto a repetir, se você é a favor do aborto você não viu a realidade de perto.., biologicamente, cientificamente, filosoficamente, sociologicamente é humanamente há muito mais embasamento para definir o aborto como um ato incoerente com o desenvolvimento de uma sociedade mais amável e tolerante.

  35. Maria Clara
    13 de fevereiro de 2015

    Mel Coelho, ” as mulheres abortam você querendo ou não, sendo permitido ou não, você gostando ou não, as pessoas usam drogas sendo permitidas ou não” . E eu acrescento: as pessoas matam você gostando ou não, sendo permitido ou não, as pessoas seqüestram outras, você gostando ou não, sendo permitido ou não, as pessoas roubam você gostando ou não, sendo permitido ou não”… Você acha mesmo então que elas que roubam, matam ou seqüestram não merecem ser criminalizadas porque elas fazem isso qualquer forma, você gostando ou não, sendo permitido ou não?

    • melcoelhofoto
      14 de fevereiro de 2015

      Maria Clara, tem uma diferença enorme entre abortar ou fazer uso de algum tipo de droga de sequestar, matar, assaltar. Veja, em que momento a mulher que aborta está agredindo outro ser humano FORMADO?! Em que momento uma pessoa que acende um baseado está matando alguém?!

      Na verdade, os que são anti-aborto e anti-drogas é que são coniventes com a criminalização de pessoas, e portanto, coniventes com a violência que mulheres sofrem em clínicas clandestinas, conivente com as milhares de mortes decorrentes de abortos feitos de forma violenta como citei no texto, coniventes com o extermínio da juventude negra que morre em nome da suposta “guerra as drogas”. Não importa se vc é contra a prática do aborto, desde que não queria impedir mulheres que desejam fazê-lo.

      Como eu escrevi, a criminalização do aborto mata mulheres diariamente e é contra esse tipo de violência que eu protesto. Vc está igualando a prática do aborto à prática do sequestro/morte/assalto…uma comparação no mínimo absurda.

      Saudações.

  36. AlineP
    13 de fevereiro de 2015

    De fato métodos contraceptivos não são 100% seguros. Mas com certeza se combinados entre homem e mulher usando não haverá falhas, pois preveni gravidez por mais de 10 anos dessa forma e conheço muitas que fazem o mesmo. A realidade é que tem muita periguete por ai que quer transar sempre e não quer arcar com consequências. Quer abortar? Siga em frente! A morte ou a mutilação do corpo é somente um consequência do ato. A punição de Deus vira de outras formas como remorso o resto da vida e quando quiser realmente ter filho não poderá! Basta!

  37. Pri
    13 de fevereiro de 2015

    Qd uma mulher esta pensando em fazer aborto, ninguem vai lá na casa da mulher oferecer ajuda falando que vai adotar criança qd nascer ou sustenter, ninguem pensa so fica falando que é contra o aborto

  38. Isa
    13 de fevereiro de 2015

    Eu conheço tantos casos de rejeição de filhos por mães que sequer tinham vontade de tê-los, mas por causa de convenções e religião pariram e abandonaram psicologicamente seus filhos. Façam uma reflexão, se sua mãe te rejeitasse, se mesmo bem de vida, trabalhando, ganhando mais que seus irmãos e até ela mesma, sustentando a casa e com uma vida “perfeita” sua mãe te achasse um lixo, um nada, um pedaço de carne… O que vc pensaria sinceramente?
    A resposta das 3 pessoas que eu conheço que foram criadas assim é a mesma: “se eu não fosse muito forte e tivesse coragem suficiente, eu me mataria”.
    É muito duro ouvir coisas assim de gente que eu amo, mas acho que é melhor deixar a mulher decidir sobre sua vida e a da sua família do que obrigá-la a conviver com alguém que não foi desejado e que causou algum tipo de trauma para essa mãe, porque ela com certeza irá transmitir esse trauma na forma de rejeição ou superproteção, não deixando o filho ter uma vida prazerosa em família.

  39. Lygia Perez Furtado e Melo
    14 de fevereiro de 2015

    Eu não sou mãe, tenho 29 anos e sempre desejei ser mãe,mas as circunstâncias da vida ainda não me permitiram ser. Li o seu texto e compreendi, ao menos acho que compreendi, porém acredito que faltou abordar um lado da situação, e o feto, e a nova vida que se desenvolve dentro do corpo da mulher, quem defende seus direitos? Se a mulher tem direito de decidir sobre seu corpo, sua vida, suas escolhas, porque o mesmo direito não será dado ao feto?
    Sinceramente ainda não consegui formar uma opinião definitiva sobre o assunto, pois acredito que toda legislação deve observar e preservar o direito de defesa de todas as partes. Se a mulher tem direito de não querer a gravidez, o feto também tem direito de viver! Por que o direito de escolha da mulher deve sobrepor o direito à vida de um embrião ou feto?

    • TecaMiranda
      14 de fevereiro de 2015

      Não quer ou não tem condições de ter um filho, mas engravidou? Permita que seu filho viva e entregue para adoção. E a solução para o abandono de crianças não é impedir que nasçam e sim a contracepção e as políticas sociais efetivas! Abortar é impedir a vida do próprio filho; pra mim, um crime hediondo!

  40. Nilton
    14 de fevereiro de 2015

    Creio que a morte de mulheres que provoca aborto segue a lei da vida de que não se deve tirar a vidas de ninguém ela só pagou o preço por ter sido criminosa se ela tira vida porque devo ter pena dela na minha opinião quem mata premeditadamente merece a pena de morte está e a minha opinião…matar é desumano com ou sem a permissão da lei

  41. rom camara
    14 de fevereiro de 2015

    Diferente do que outro leitor se manifestou, não achei nada descomplicado a entrega, muito pelo contrario acho que em muitos casos a gestante e direcionada a permanecer com a criança através do sentimento de culpa…………………….http://www.cnj.jus.br/programas-de-a-a-z/infancia-e-juventude/cadastro-nacional-de-adocao-cna

  42. Tina Zani
    15 de fevereiro de 2015

    Alguém leu o comentário do Bandaid? Se não leu, leia.

    Me reservo o direito de não ser nem a favor, nem contra a legalização do aborto. Ouço os dois lados e acho que ambos têm suas razões.
    Sou contra o homicídio e a pena de morte, por motivos pessoais. Pessoais. E sou contra o aborto na minha vida, porque acredito na responsabilidade de ambos, homem e mulher, quando se trata de gerar um filho.
    Vou colocar aqui a minha opinião sobre uma situação específica: quando a relação sexual é consensual, ou seja, tanto homem quanto mulher estão de acordo e querem.
    Não, os métodos anticoncepcionais não são 100% seguros. Por causa disso, um casal consciente pode combinar vários deles entre si: o homem usa seus meios e a mulher usa os dela (camisinha, com DIU e tabelinha, por exemplo).
    Na verdade, o que precisamos é de uma mudança de atitude em nossa sociedade, que ainda é muito machista.
    Aceitar e/ou acreditar que o homem não tem a responsabilidade que a mulher tem sobre a vida que gerou, a facilidade que lhe é atribuida para só pagar pensão, o direito que lhe é reservado de não querer assumir o filho, tudo isso precisa mudar, bem como a participação masculina na contracepção, que não é um dever só da mulher. É preciso um homem & uma mulher para se gerar uma vida. Todos que copulam são responsáveis.
    Talvez você não concorde comigo, mas já consigo ver alguma mudança positiva, como o depoimento do Bandaid logo mais acima. Há homens que se preocupam sim, que participam sim, que assumem a responsabilidade sim. Esses são os homens que a sociedade precisa.
    Como pais, ensinemos nossos filhos e filhas. A mudança social é lenta, mas acontece. Talvez não estejamos aqui para vivenciá-la, mas a semente vai germinar.
    Lembre-se, esta é só a minha opinião, e sobre uma situação específica: quando a relação sexual é consensual.

  43. Dany Brousse
    17 de fevereiro de 2015

    Concordo com vc, amei o seu texto, muito facil julgar o proximo. Parabens. beijos

  44. Pamela
    5 de agosto de 2015

    Eu sou completamente a favor do aborto e o direito da mulher em decidir oq irá fazer com seu corpo.

  45. diana
    9 de setembro de 2015

    Sou a favor do aborto sim!
    Quem irá passar por toda a gravidez e a mulher. Muito fácil subir num pedestal e julgar os outros. Direito a vida? O feto so está lá porque a mulher ta viva e so vai viver depois se alguém cuidar. Cada mulher que engravida tem uma história, uma crença, um sentimento. O estado deve dar condições ao livre arbitrio

  46. diana
    9 de setembro de 2015

    São muitos os casos. Ninguém será obrigado a abortar. E para os homens é muito fácil ser “irresponsável” como muitos citam a mulher q engravida e quer abortar. E só ele virar as costas. A mulher é que vai passar por uma gravidez. Mudar seu corpo. Passar por inúmeras situações. Só ela que no final das contas irá pagar o pato.

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Publicado em 11 de fevereiro de 2015 por e marcado , , , , .
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