uma vez mamífera

… sempre mamífera.

Da inutilidade dos receituários

Não tem receita pra ser mãe. Nunca teve.

Não tem jeito certo de fazer, não tem caminho das pedras, não tem estrada pra felicidade, não tem pote de ouro ao final do arco-íris.

Não tem manual com passo a passo, não tem bula com indicação de reações adversas, não tem tutorial.

Não tem coisa nenhuma.

Tem você, tem o seu bebê, a sua criança. O seu filho, a sua filha. Uma pessoa, diante de outra pessoa. Uma possibilidade de encontro.

É isso o que tem. Só isso.

E só isso, é tanto.

Tem a possibilidade de tanta transformação. De tanta descoberta. De tanto amor desmedido. De tanta revolução.

É assim: você não tem que nada. Não tem check-list.

Não tem que cuidar seguindo cartilha. Não tem que seguir guia algum.

Ou melhor, tem. Um guia que não está nos livros, nem nos sites, nem nas páginas das redes sociais.

Ele está aí, com você, bem perto. Do lado esquerdo do peito.

Menos gurus, menos teorias levadas a ferro e fogo. E mais coração. Bem mais. Pra isso, não tem contra-indicação: quanto mais, melhor.

Quer palavras de ordem?

Presença, e consciência. Presença, e consciência. Já dizia o meu mestre de meditação. Repetia com um sorriso, como se fosse simples.

Simples não é, mas é bem possível.

Presença, e consciência. E amor. E vontade de fazer o melhor.

No final das contas, passando a régua, olhando pra trás, vendo os passos que ficaram na estrada e os desvios, os tropeços e as bifurcações que a gente escolheu ou acabou por deixar que a vida escolhesse, é isso o que vai fazer ter valido a pena: presença; consciência; amor; o melhor de si.

Assim, reduzindo as expectativas e cobranças – internas e externas – a esse pequeno (e ainda assim, tão imenso) quarteto de prioridades: estar presente; estar consciente; amar; querer fazer o melhor.

Que tal? Fica mais leve?

Se ficar, é bom. Porque era assim mesmo que era pra ser: leve.

Leve, e bonito.

(até na dor. é.)

 

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6 comentários em “Da inutilidade dos receituários

  1. Marina Matos
    2 de abril de 2015

    Que lindo, Rê!!
    Eu tava pra escrever um texto com esse pensamento (ainda vou, na verdade, rs), mas esse me traduziu muito.
    Vou compartilhar…

    Beijo grande!

  2. Paula Mouzinho
    2 de abril de 2015

  3. maejuanajcs
    2 de abril de 2015

    perfeito!

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